Obesidade: Conheça Agora os 4 Maiores Riscos de Se Manter Obeso

Estudo sobre obesidade feito na Universidade de Birmingham com três milhões e meio de pessoas mostrou que o excesso de peso aumenta em 50% a chance de doenças do coração.

Segundo pesquisas feitas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2025, o mundo terá cerca de 2,3 bilhões de adultos com sobrepeso e mais de 700 milhões de pessoas serão obesas.

No Brasil, a cada cinco pessoas pelo menos uma é obesa, sendo que mais de 50% da nossa população já está acima do peso, ou seja, na faixa de sobrepeso ou obesidade. Mais alarmante ainda é que segundo o IBGE, cerca de 15% das nossas crianças já se enquadram nas estatísticas de obesidade e esse número é ainda maior quando enquadramos também o sobrepeso.

É realmente preocupante a velocidade em que o aumento de peso nas pessoas vem ganhando força nos últimos anos, levando a números exorbitantes de doenças e problemas de saúde.

Acompanhe este artigo comigo pelos próximos minutos que você irá entender o que é a obesidade, quais as principais causas, os fatores de risco e claro, as formas naturais para diminuir ou acabar com esse problema.

Nesse artigo sobre obesidade, você vai aprender sobre:

O que é Obesidade e Sobrepeso?
O que é Obesidade e Sobrepeso?

O QUE É A OBESIDADE?

A obesidade é uma doença crônica que segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no indivíduo, onde suas funções normais se tornam defasadas. O parâmetro mais comumente utilizado para dar este resultado de excesso de gordura e peso, é o Índice de Massa Corporal (IMC), que você irá aprender a medir mais à frente no artigo.

Essa obesidade é definida como excesso de tecido adiposo, células de gordura que, quando em excesso em nosso corpo prejudicam o funcionamento de uma série de órgãos, aparelhos e outros tecidos em nosso organismo, aumentando as chances de desenvolvermos problemas de saúde.

A obesidade é considerada a condição que mais predispõe o risco de morbidade e mortalidade, estando diretamente relacionada com uma série de doenças, crônicas, autoimunes ou não, desde a hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, até um risco aumentado de desenvolver câncer.

O quadro de obesidade se inicia quando o indivíduo passa a ingerir mais calorias (energia) do que consegue gastar, fazendo com que o tecido adiposo aumente por consequência do excesso de energia, aumentando o número de células de gorduras em seu corpo.

Um dos fatores levam ao indivíduo a consumir mais energia do que consegue gastar é o alto consumo de carboidratos, que geram muita energia, de forma rápida e se acumulam em nosso corpo como gordura rapidamente sendo que não seria necessária uma quantidade tão grande de energia em tão pouco tempo.

Consumir muitos carboidratos não é o único fator que leva ao aumento de peso, mas um dos principais, no entanto existem diversos pontos que podem estar contribuindo para o ganho constante de peso.

Certos hábitos que levam ao sobrepeso e a obesidade tem início desde a idade infantil e saber como evita-los e o que fazer para que isso não aconteça pode ser crucial para evitar problemas futuros para nossas crianças.

OBESIDADE INFANTIL!

Atualmente no Brasil, segundo o IBGE uma a cada três crianças está pesando mais do que o recomendado.

Manter a criança acima do seu peso ideal pode trazer consequências maléficas até a sua vida adulta, mesmo que os quilos a mais sejam revertidos posteriormente. Com isso, vale mais evitar o ganho de peso do que tentar resolver o problema depois de já instalado, no entanto, acredito que nunca é tarde para aprendermos coisas novas e implementar novos hábitos, mais saudáveis.

Alguns fatores principais podem contribuir para o ganho de peso tanto na infância quanto na vida adulta e saber como evita-los é de grande importância para evitar problemas futuros e aumentar nossa longevidade.

Má alimentação, sedentarismo e fatores genéticos, isoladamente ou em combinação podem ser apontados como as principais causas do ganho de peso nessa idade, podendo contribuir também alguns fatores hormonais ou quadros específicos de saúde que possam influenciar sobre o controle de energia e gordura no corpo da criança, fazendo ela engordar.

No entanto, nenhum fator é tão importante quanto as escolhas alimentares, nem mesmo a genética ou as modulações hormonais e, fazer com que nossas crianças tenham uma alimentação adequada e balanceada é responsabilidade nossa, que devemos nos preocupar diariamente, a fim de evitar problemas futuros para uma pessoa que não tem maturidade ou noção do que é certo ou errado para ela nessa época da sua vida, não é verdade?

POR QUE NÓS ENGORDAMOS TÃO FÁCIL?

Você verá mais à frente no artigo que o desenvolvimento do sobrepeso e da obesidade se dá por um conjunto de fatores que levam ao acúmulo de gordura e a dificuldade para queimar o que temos em excesso.

O que quero mostrar nesse tópico para você é que muitas pessoas ao se verem engordando ou estagnadas no emagrecimento, sem conseguir perder peso, logo colocam a culpa no metabolismo, na tireoide, na dieta que não funciona, em todo e qualquer lugar, menos em si mesmo.

Em certo aspecto, nós realmente fomos feitos para engordar mais facilmente do que perder peso e, se manter magro não é uma tarefa simples nos dias de hoje, com tanta fartura e disponibilidade de alimentos calóricos e com baixa disponibilidade nutrientes, no entanto, isso é completamente contornável.

Segundo as pesquisas no âmbito genético e evolutivo do ser humano, o organismo de nossos antepassados, que é basicamente o mesmo de hoje, não estava adaptado para receber fartura de alimentos e passaram para nós a genética de reter energia no corpo.

Isso ocorre porque durante 99% da nossa existência na terra, a disponibilidade de alimento era extremamente reduzida, onde éramos caçadores-coletores e só conseguíamos alimentos com muito esforço e trabalho, gastando grandes quantidades de energia para conseguir comida.

Uma forma de garantir a nossa sobrevivência durante os períodos de escassez de alimento, era se adaptar para armazenar o máximo possível de energia no corpo, na forma de gordura, para que tivéssemos forças e pudéssemos conseguir o próximo alimento e, assim sucessivamente.

A partir do momento em que a disponibilidade de alimento sem esforço aparece, a genética em que o ser humano passou milhares de anos se adaptando, agora nos prejudica e nos faz engordar com facilidade.

Vale ressaltar que a evolução do nosso organismo pode levar características que facilitam o acúmulo de gordura como mecanismo de defesa, mas estar acima do peso ou em estado de obesidade é ocasionado por um conjunto de fatores e hábitos que você entenderá no próximo tópico do artigo.

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PRINCIPAIS CAUSAS DA OBESIDADE!

O ganho constante de peso corporal, pode ser relacionado a diversos fatores, alguns mais acentuados do que outros, no entanto, a junção de vários hábitos prejudiciais e práticas erradas muito provavelmente o levarão ao ganho constante de peso e, à obesidade como consequência.

A obesidade se desenvolve gradualmente ao longo do tempo, como resultado de uma série de escolhas ruins e não de um único fator isolado, sendo que isso pode variar de pessoa para pessoa de acordo com influência de diversos pontos, tais como:

– Genética (Hereditariedade).

– Escolhas alimentares ruins.

– Fatores estressantes.

Disfunções hormonais.

– Quadros específicos de saúde.

– Disfunções psicológicas não tratadas (depressão, ansiedade, compulsão e outros).

– Disfunções em órgãos importantes (tireoide, pâncreas e outros).

– Baixa ou nenhuma prática de atividades físicas.

– Disfunções no sono (noite mal dormidas).

– Fatores psicológicos (formação do indivíduo quando criança/adolescente).

– Traumas físicos ou psicológicos.

No entanto, existe 3 pontos que podem ser destacados como potenciais características que levaram qualquer indivíduo a engordar sendo estes tidos como a “base do ganho de peso”:

  1. ALIMENTAÇÃO POBRE!

– Alimentação enxuta: Repleta de produtos processados, industrializados e refinados, ricos em açúcares, gorduras ruins e aditivos químicos que intoxicam nosso corpo, nos fazem engordar, sugam nossa saúde e energia, tais como, biscoitos, salgadinhos, bolachas, produtos prontos congelados e etc.

– Bebidas industrializadas: Ricas em açúcar, aditivos e sódio em excesso, fazendo com que toda vez que você ingira dessas bebidas você sinta mais sede devido as grandes quantidades de açúcares e sódio, te colocando em um ciclo vicioso, sendo que quanto mais você ingere dessas bebidas mais você quer para matar a sede e à saciedade pelo gosto doce, te engordando de forma extremamente rápida.

– Industrializados e fastfoods: Esses são repletos de gorduras ruins, açúcares e conservantes, em grande parte de glúten e sódio em excesso, uma combinação extremamente calórica que entra em seu corpo e é rapidamente absorvido como glicose e mantido na forma de gordura, sem contar o fato de desacelerar seu metabolismo por intoxicar o seu organismo e impedir que ele trabalhe normalmente e gaste energia.

– Baixa disponibilidade de nutrientes: Muitas vezes por mais que a pessoa reduza a ingestão de alimentos processados, bebidas açucaradas, de sobremesas calóricas ela não consegue atingir os resultados esperados no emagrecimento. Isso pode ser ocasionado porque por mais que se retire grande vilões da saúde e do emagrecimento, estes indivíduos se prendem muito, a pouca variedade de alimentos, ingerindo por exemplo o arroz com feijão ou macarrões, sem disponibilizar sais minerais e nutrientes importantes que irão moldar um corpo resistente e ativo, que terá um alto desempenho, com alto gasto de energia.

É de extrema importância disponibilizar alimentos naturais coloridos, com variedade de legumes, verduras, folhas, carnes e peixes, sementes, ovos, gorduras boas, utilizando-se ervas e temperos finos, enriquecendo o sabor e a disponibilidade de nutrientes da comida e de suas refeições.

  1. NÃO SE MEXER!

– Sedentarismo: Manter o corpo parado faz com que você desacelere o funcionamento normal do seu organismo, colocando ele para ESTOCAR energia ao invés de gastar a energia que você tem em excesso, te fazendo engordar constantemente. Praticar atividades físicas é uma das formas mais eficazes de liberar hormônios importantes, da felicidade e do prazer, para manter um bom fluxo de oxigênio no cérebro e nos órgãos, manter o metabolismo ativo, queimar calorias entre diversos outros benefícios.

– Não realizar tarefas práticas: Muitas pessoas estão se tornando extremamente sedentárias e inativas por deixarem para trás vivencias simples que ajudam na manutenção da saúde e do peso.   Pode parecer até meio bobo, mas a junção de pequenas tarefas do dia a dia pode te ajudar muito a fugir do sedentarismo e do ganho constante de peso.  Subir escadas, lavar a louça, varrer a casa, ir andando ou de bicicleta ao supermercado, passear com o cachorro, entre vários outros pequenos exercícios que te levam a ser uma pessoa mais ativa, com o metabolismo mais acelerado, queimando gordura, dificultando que seu corpo se estagne e passe a trabalhar lentamente, acumulando gordura.

Tendo isso em vista, procure formas de se exercitar, por mais que seja pouco tempo e sem muita intensidade é importante COMEÇAR, que seja aos poucos, acelerar o seu metabolismo e colocá-lo a seu favor na hora de eliminar os quilinhos a mais na balança, mantendo-o mais ativo e mais saudável.

A pessoa que não se exercita, passa a ter uma ingestão de calorias muito maior do que o gasto de calorias, fazendo com que o corpo tenha sempre energia em excesso e estoque como gordura.

  1. NÃO SE HIDRATAR!

– Não ingerir líquidos: Um dos primeiros passos de quem quer melhorar a saúde e começar a perder peso, é ajustar a ingestão diária de água e líquidos saudáveis. A nossa querida água participa de inúmeras funções e reações vitais, ajuda na desintoxicação e limpeza do corpo, mantendo o metabolismo mais ativo, fazendo com que a gente queima mais gordura.

Outro ponto importante a se destacar é que muitas vezes confundimos a sensação de sede com fome, o que faz com que nós possamos comer quando na verdade não precisamos de comida, mas sim de água. Manter-se hidratado ao longo do dia, além de ajudar em diversas funcionalidades do corpo, irá reduzir a ingestão dessas calorias desnecessárias e ainda ajudará na compulsão alimentar por se manter com o estomago sempre cheio.

– Substituir à água por bebidas doces: Esse se torna pior até mesmo do que deixar de se hidratar, pois quando ingerimos açúcares na forma de líquido, esse passa a ser metabolizado e armazenado na forma de gordura muito mais rápido do que açúcares sólidos, te engordando rapidamente.

Além destas bebidas intoxicarem o nosso organismo como você já viu anteriormente no texto, essas bebidas (sucos de caixinha, refrigerantes, sucos em pó e etc.) utilizam grandes quantidades de água do próprio organismo para poderem ser digeridas (metabolizadas), ou seja, além de você deixar de ingerir a água necessária para manter a saúde, ainda aumentará o grau de desidratação do seu corpo por ingerir essas bebidas doces no lugar da água.

Água Para Combater Obesidade
Água Para Combater Obesidade

COMO IDENTIFICAR A OBESIDADE?

A forma mais utilizada para avaliar a composição corporal e a sua composição de gordura excessiva é o IMC, Índice de Massa Corporal.

Esse IMC é calculado através da divisão do peso do indivíduo, pela sua altura elevada ao quadrado (Peso/Altura²), sendo este é o mesmo parâmetro utilizado pela (OMS) Organização Mundial de Saúde e adotado em praticamente todo o mundo, sendo seu valor expresso em kg/m².

Segundo a OMS o indivíduo se encontra em seu estado normal de peso quando o resultado desse IMC dá entre 18,5 e 24,9kg/m².  Para valores entre 25 e 29,9kg/m²a pessoa já é caracterizada com sobrepeso e, resultados acima de 30kg/m² o indivíduo é considerado OBESO.

TIPOS E CLASSIFICAÇÕES DE OBESIDADE.

Depois de já diagnosticado com obesidade, existem diferentes tipos e graus de obesidade, sendo que isso pode variar de acordo com a prescrição de cada médico, com observações específicas ou não. Aqui vou deixar para você o tipo e o graus de obesidade mais comum para definir esses parâmetros.

Para avaliar o grau de obesidade que o indivíduo se encontra, conforme a magnitude do excesso de peso, de acordo com o valor obtido no IMC, este pode ser classificado em 3 níveis (grau) diferentes de obesidade: Leve (classe 1: 30 a 34,9kg/m²), moderada (classe 2: 35 a 39,9kg/m²) ou obesidade mórbida (classe 3: IMC maior ou igual a 40kg/m²).

Já para o tipo de obesidade, que é a forma como a gordura se deposita no corpo da pessoa temos também 3 classificações diferentes: a primeira é homogênea, onde a gordura se distribui de forma uniforme no corpo como um todo, membros superiores, inferiores e tronco.

A segunda é androide, conhecida como forma de maça, mais comum nos homens e mulheres pós-menopausa, onde a gordura se deposita mais na região abdominal e do tórax, que favorece ainda mais riscos cardiovasculares.

Já a terceira é ginecoide, mais comum em mulheres e é conhecida também como forma de pera, onde o acúmulo de gordura é acentuado nas regiões inferiores do corpo, nas nádegas, quadris e coxas. Associa-se a esse tipo de distribuição da gordura, maior prevalência de varizes, artrose e problemas de circulação nas partes inferiores do corpo.

Ter uma análise e classificação específica do grau de obesidade que o indivíduo se encontra é extremamente importante para avaliar qual o melhor tratamento e as medidas possíveis a serem tomadas, com o acompanhamento médico em todo o procedimento avaliativo e de resolução do problema.

SINTOMAS COMUNS DA OBESIDADE!

É difícil especificar quais são os sintomas desse quadro de morbidade, uma vez que cada pessoa pode ter agravantes ou outros problemas de saúde relacionados a seu estado de saúde, no entanto, algumas consequências do excesso de peso podem se tornar comum a essas pessoas, sendo algumas destas:

– Fome exagerada entre as refeições.

– Respiração dificultada ou ofegante.

– Sensação de fraqueza ou fadiga.

– Sono em excesso.

– Suor excessivo.

– Cansaço fácil.

– Sentimento de inchaço, principalmente nas pernas.

– Perda de folego.

RISCOS DA OBESIDADE!

O excesso de peso dificulta a funcionalidade de todo o corpo humano, que traz como consequência um risco aumentando de diversas disfunções hormonais, problemas de saúde e doenças, por colocar o corpo em alto estado de sobrecarga de gordura, toxinas e dejetos metabólicos produzidos e/ou acumulados no organismo quando a homeostase (equilíbrio bioquímico e fisiológico) não é mantida.

A obesidade pode ser considerada a “mãe das doenças metabólicas”, já que estar inserido nesse quadro de saúde pode aumentar o risco de praticamente todos os tipos de doenças crônicas, degenerativas, autoimunes ou não, desde diabetes até uma maior disposição de desenvolver vários tipos de câncer e tumores, como de intestino e de vesícula, sendo alguns destes riscos listados a seguir:

– Diabetes tipo 2.

– Doenças coronarianas de todos os tipos.

– Hipertensão.

– Esteatose hepática (fígado gorduroso ou gordura no fígado).

– Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Colesterol alto.

– Defeitos congênitos.

– Inflamação crônica do organismo.

-Aterosclerose.

– Osteoartrose

– Problemas respiratórios.

– Diversos tipos de câncer.

– Problemas reumatológicos.

– Problemas físicos (artrose, pedra na vesícula, cansaço e outros).

– Apneia obstrutiva do sono.

– Alterações da ventilação pulmonar.

– Alterações dos ciclos menstruais.

– Redução da fertilidade.

– Artrite.

– Diversas outras.

O lado bom é que de acordo com SBEM, grande parte desses riscos podem ser reduzidos ao se eliminar a gordura em excesso. Alguns estudos apontam até mesmo que uma redução de 5 a 10% da gordura nos indivíduos diagnosticados com obesidade podem reduzir significativamente os riscos de se desenvolver a maior parte desses problemas de saúde.

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ALGUNS DADOS SOBRE OS PERIGOS DE SE MANTER OBESO!

Vejamos abaixo alguns dados sobre os riscos de se manter na obesidade.

MAIOR RISCO DE DOENÇAS DO CORAÇÃO.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) o excesso de mortalidade condicionada pela obesidade decorre principalmente da maior ocorrência de eventos cardiovasculares, aumentando chances de dislipidemia, diabetes tipo 2, hipertensão e hipertrofia ventricular esquerda, tido por eles como fatores de risco coronariano (do coração).

Em um estudo publicado pelo Journal of Obesity, realizado com 216 crianças obesas, com 10 anos de idade  em média, confirmou o aumento em diversos marcadores e fatores de risco para doenças cardíacas e degenerativas, sendo que destes participantes do estudo, 55,3% apresentavam dislipidemia, 11,7% apresentavam níveis elevados de colesterol, 28,6% apresentavam triglicérides elevados, 32,7% apresentavam LDL (“colesterol ruim”) elevado, 18% apresentavam HDL (“colesterol bom”) abaixo do saudável, sendo que 43% dos participantes já apresentavam esteatose hepática (gordura no fígado).

Esses dados são extremamente chocantes quando se leva em consideração que crianças de apenas 10 anos de idade com pouco tempo de peso excessivo já apresentem marcadores e riscos tão elevados não apenas para doenças cardíacas, mas também para diversos outros problemas de saúde recorrentes do sobrepeso e da obesidade.

RISCO AUMENTADO DE CÂNCER.

Segundo a SBEM, aumentos na frequência de câncer de cólon, reto e próstata tem sido observados em homens obesos, já para a obesidade em mulheres se associa a maior frequência de câncer de vesícula, endométrio e mamas.

MAIOR DESCONTROLE DO COLESTEROL.

De acordo com diversos estudos, o sobrepeso e a obesidade estão diretamente relacionados com um aumento mais rápido do colesterol LDL (“colesterol ruim”) e uma diminuição do colesterol HDL (“colesterol bom”) que devem sem manter em parâmetros equilibrados no organismo, sendo a desproporção entre esses dois parâmetros relacionadas a um maior risco de doenças coronarianas.

MAIOR CHANCE DE MORTE POR QUALQUER CAUSA.

Em um dos maiores estudos realizados a respeito de sobrepeso e obesidade, publicado pelo Frontiers in Public Health, inferiu que quanto maior o excesso de peso do indivíduo maior serão os marcadores de morbidade e mortalidade, concluindo-se que o excesso de peso está diretamente ligado com maiores chances de mortes por qualquer causa.

Bom, agora que já entendemos quais são os riscos, as causas e os fatores que podem levar ao ganho de peso e consequentemente a obesidade, vamos começar a clarear as ideias sobre o que podemos fazer para resolver o problema uma vez que o diagnóstico de obesidade ou sobrepeso já foi confirmado.

Começando pelos alimentos que geram o ganho de peso e que devem ser evitados para reduzir as chances de se tornar obeso ou começar a perder peso, uma vez que você já se encontra nesse estado de excesso de peso.

TRATAMENTOS PARA OBESIDADE!

Essa é uma parte muito delicada, pois o tratamento da obesidade irá depender do grau da doença e de vários outros fatores específicos de cada indivíduo, como a saúde física e mental do indivíduo, da saúde cardiovascular, dos exames clínicos entre vários outros aspectos que não podem ser deixados de lado na hora de escolher o tratamento, por isso, se faz imprescindível a prescrição e o acompanhamento de um profissional da saúde responsável durante todo o processo.

O início se procederá com o acompanhamento médico, sendo que ele poderá encaminhar o paciente para realizar o processo de emagrecimento junto de outros profissionais da saúde, como nutricionistas, fisioterapeutas, educadores físicos e etc.

O objetivo principal do tratamento da obesidade é alcançar o peso ideal para a estatura do indivíduo, visando a conscientização e aprendizado do mesmo para que ele consiga manter o seu peso saudável pelo decorrer de sua vida, por isso, muitas vezes se faz necessário também o acompanhamento profissional da mentalidade, como terapeutas, psiquiatras e outros, que iram fazer um trabalho de psicológico em conjunto com a alimentação e os exercícios físicos.

Existem também alguns tratamentos um pouco mais agressivos, como cirurgias de redução de estomago, uso de remédios específicos e afins, no entanto, como qualquer procedimento médico mais agressivo como estes, os riscos e os efeitos colaterais podem ser acentuados. Estes devem imprescindivelmente serem feitos com o acompanhamento de um médico especializado.

Vale ressaltar que o automedicamento ou a prática de atividades incoerentes com a medicina e com a realidade pode ser muito perigoso, com isso, buscar a solução em promessas, remédios ou dietas milagrosas não devem ser uma opção em sua vida. O que você pode fazer é se conscientizar e aceitar o problema, buscando ajuda profissional para melhorar sua rotina, seus hábitos alimentares e implementar atividades físicas e mentais que o ajudem no processo.

Eu particularmente acredito que a melhor forma de combater esse mal é através dos três pilares base da saúde, a alimentação balanceada, prática regular de atividades físicas e controle mental/emocional, acompanhados de seus respectivos profissionais da saúde, para que haja segurança e sensatez nas técnicas e procedimentos aplicados para cara indivíduo, de forma específica e individual, até que o emagrecimento e a saúde sejam atingidos.

Tratamento para Obesidade Alimentação Balanceada
Tratamento para Obesidade Alimentação Balanceada

ALIMENTOS QUE FAVORECEM A OBESIDADE

– Açúcar refinado.

– Grãos refinados (trigo, centeio, cevada – contém glúten).

– Bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos de caixinha, energéticos, achocolatados e etc.).

– Óleo vegetais parcial ou completamente hidrogenados (soja, milho, canola, algodão, margarina).

– Gorduras trans.

– Alimentos industrializados em geral.

– A maior parte destas substâncias são encontradas em alimentos processados:

– Biscoitos.

– Bolachas.

– Salgadinhos.

– Sorvetes.

– Produtos congelados (lasanhas, lanches, bolinhos, bolos, tortas e etc.).

– Macarrão instantâneo.

– Produtos fritos (empanados, nuggets e afins).

– Salsichas.

– Massas caseiras ou prontas (a base de trigo e óleo).

– Bolos caseiros ou prontos.

– Doces.

– Afins.

ALIMENTOS QUE COMBATEM A OBESIDADE!

Alimentos ricos em fibras: Os alimentos que apresentam fibras em sua composição, como os vegetais e as sementes por exemplo, aumentam a saciedade sem conferir calorias, ajudam na desintoxicação do organismo, favorecendo a perda de peso e ainda melhoram a saúde do sistema digestivo e do intestino, o que também afeta muito positivamente na perda de peso e na saúde como um todo.

Gorduras boas: Alguns alimentos gordurosos são extremamente potentes para ajudar na perda de peso, pois aumentam a saciedade, nos disponibilizam energia de qualidade que irá durar muito tempo, diminuindo a compulsão alimentar, além de fornecer componentes importantes para a manutenção da saúde.

Alguns destes alimentos são, gorduras animais advindas das carnes gordas ou puras (banha de porco por exemplo), ovos, azeites de verdade (extra virgem puro), óleo de coco, óleo ômega 3, sementes e nozes, abacates, peixes gordos entre outros.

– Proteínas de alto valor biológico: Essas proteínas são advindas de origem animal, que disponibilizam todos os aminoácidos que o nosso organismo não consegue produzir e precisamos adquirir através da dieta.

Alguns destes alimentos são: carnes (vaca, frango, porco e etc.), peixes, ovos e alguns derivados cárneos não processados industrialmente como, bacon e pernil defumado por exemplo.

Alimentos termogênicos: Estes alimentos são aqueles que aceleram o nosso metabolismo, deixando-o mais ativo, fazendo queimar mais calorias e eliminar mais toxinas através do suor. Alguns destes alimentos são: Pimenta, gengibre, proteínas animais, canela, café, chá verde, vinagre de maça, cacau entre outros.

Vale ressaltar que alguns alimentos podem não fazer bem a certas pessoas, sendo que alguns tem até mesmo algumas contraindicações, então, antes de implementá-los na sua rotina, converse com seu médico e veja se você pode consumi-los tranquilamente.

QUAIS OS MELHORES EXERCÍCIOS PARA QUEM ESTÁ OBESO?

Antes de irmos aos exercícios, precisamos nos atentar a alguns pontos importante e precisaremos destacar alguns alertas para que você não seja exposto a riscos de saúde devido à prática de atividades físicas.

Uma grande parte das pessoas que estão nessa situação de excesso de peso, provavelmente passarão muito tempo até sua vida inteira sem praticar atividades físicas de maneira regular, se enquadrando no perfil de pessoas sedentárias.

Pessoas que se enquadram nesse grupo são sempre orientadas a praticarem atividades físicas, no entanto, devem antes de partirem para os exercícios, procurar um médico para avaliar o seu quadro, realizando exames cardíacos, vasculares, metabólicos, pedindo orientações específicas ao seu estado de saúde.

Tais exames se tornam imprescindíveis para essas pessoas, uma vez que ao passar de muito tempo sem se exercitar ou se exercitando pouco, o indivíduo pode desenvolver problemas de saúde silenciosos que só irão se manifestar durante a introdução dos exercícios físicos, podendo estes oferecer grande risco. Quanto mais cedo e mais preciso é o diagnóstico, mais fácil e rápido será a resolução do problema.

Alguns estudos nos mostram também que vale muito a pena fazer um acompanhamento nutricional e alimentício inicialmente para colocar o corpo em um estado mais ativo antes de se iniciar os procedimentos físicos para perder peso. Esse processo se aplicado, deve ser feito mediante o acompanhamento médico, que possa orientar de forma específica seu paciente com base em seu quadro de saúde.

Agora que já sabemos que algumas precauções e alertas devem ser tomados antes de partir para a atividade física, vamos falar um pouco sobre os exercícios físicos que esse grupo de pessoa deve realizar para iniciar o emagrecimento.

Estudos mostram que o melhor tipo de exercício para pessoas obesas, incluindo idosos, que já passaram pelo acompanhamento médico e foram liberados para praticar atividade física, é uma combinação mista de exercícios aeróbicos com exercícios de fortalecimento muscular, pois apresentam uma boa redução do percentual de gordura, com um nível reduzido de perda de massa magra (músculos).

Exercícios para Obesidade - Hidroginástica
Exercícios para Obesidade – Hidroginástica

 Alguns exemplos de exercícios aeróbicos:

– Caminhada em ritmo acentuado por longo intervalo de tempo (45-60 minutos).

– Natação em ritmo leve ou hidroginástica.

– Ciclismo em ritmo leve/moderado por longo intervalo de tempo (45-60 minutos).

– Corrida leve por médio intervalo de tempo (15-30 minutos).

– Esses intervalos de tempo variam de pessoa para pessoa, baseando-se em seu estado de saúde, físico e cardiovascular. Procure orientações específicas com seu médico.

Exercícios de fortalecimento muscular:

– Esse tipo de atividade consiste em aplicação de força e resistência durante a execução dos exercícios, sendo utilizado pesos e repetições nos exercícios para que estes parâmetros sejam alcançados. Um bom exemplo deste tipo de exercício é a musculação, sendo que devem sempre ser realizadas com o acompanhamento de um profissional da saúde responsável, seja um fisioterapeuta, médico ou educador físico.

Com base nos resultados dessas pesquisas, vale a pena iniciar o processo de atividades físicas com uma mistura, metade do tempo em exercícios aeróbicos e a outra metade em exercícios de fortalecimento muscular, assim como apresentado anteriormente.

Ufa, estamos chegando ao final desse artigo sobre obesidade e espero do fundo do coração que você tenha gostado e que essas informações sejam relevantes para a sua vida.

Como você chegou até aqui, acredito que a saúde é um tema muito importante para você, assim como é para mim, então quero compartilhar o meu melhor conteúdo sobre emagrecimento.

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Gostou de saber mais sobre a obesidade e sobrepeso? Deixe um comentário aqui embaixo com a sua opinião ou compartilhe esse artigo com alguém que você conhece e sofre desse mal terrível.

FONTES DE PESQUISA.

G1 – GLOBO – BEM ESTAR

NCBI – 1

NCBI – 2

ABESO

FRONTIERSIN

BAHIANA

ENDOCRINO – 1

ENDOCRINO – 2

SCIELO

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